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Morrer - O Despertar para uma Nova Realidade

“....a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Esses dois estados se tocam e se confundem de maneira que o Espírito se desprende pouco a pouco dos laços que o retinham no corpo físico: eles se desatam, não se quebram.”
Allan Kardec

A morte tão temida e abominada, é um fenômeno que todos vivenciarão, sem saber quando ou como. Raramente se está preparado para enfrentá-la, (principalmente na civilização ocidental, em que tal tema é cercado de misticismo), e as perdas que ela provoca são sofridas e difíceis de aceitar. O medo da morte, dentre outros motivos, tem origem no desconhecimento do fenômeno em si, de como se processa e com o que acontece depois (será realmente o fim ?).

Para o espírita, a morte não é o fim, mas a continuação da vida em uma nova realidade, o renascer para a espiritualidade. A morte consiste na passagem de uma dimensão vibratória mais densa para outra mais sutil, isto é, o término de uma etapa da jornada evolutiva - vida material, e o despertar para a verdadeira vida - a espiritual . “A morte é somente uma experiência de desvestir uma para assumir outra indumentária, entretanto prosseguindo na vida”. Quando a vida material se extingue, os elos que unem o corpo espiritual - perispírito, ao corpo físico se desvencilham, libertando o espírito juntamente com seu perispírito para a realidade espiritual. O tempo de desprendimento destes laços, varia de acordo com a evolução do ser, quanto mais espiritualizado mais rápido se faz o desenlace. “A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado moral da alma. A afinidade entre corpo e o perispírito é proporcional ao apego à matéria.....”. Por conseguinte, aquele que supervaloriza os bens materiais e tudo que diz respeito à matéria, em detrimento dos valores espirituais, leva mais tempo para se desligar do corpo físico.

Ainda em relação a transição da vida material para à espiritual, convém destacar o fenômeno da perturbação, que quase sempre ocorre concomitante ou após o rompimento dos laços perispirituais. Geralmente esta perturbação, tal qual sono reparador, acontece no momento da morte, e também tem duração variada - horas, dias meses e até anos, segundo o grau evolutivo do espírito. Existem variáveis como a índole do ser, a dimensão psíquica que vivencia, o tipo de morte (suicídios, acidentes, doenças etc.) e o tipo de vida que levou, que influenciam de modo direto na modalidade e no tempo de duração da perturbação. Cabe aqui ressaltar a infeliz situação dos suicidas, que ao interromper a vida material de forma intempestiva, se vêem presos ao corpo por um longo período, vivenciando na maioria das vezes, a decomposição do seu corpo material. Em outros casos de mortes violentas ou súbitas (acidentes, crimes etc.), pode acontecer do espírito não perceber o seu passamento, acreditar-se ainda vivo, confundindo seu perispírito com seu corpo material. Tal confusão, provoca um aturdimento ao espírito, e pode levar algum tempo até que este tome consciência da realidade. Assim, inúmeras são as modalidades de perturbação espiritual variando sempre de acordo com o progresso moral e o conhecimento adquirido pelo espírito em sua existência terrena. Portanto, não há dois processos desencarnatórios idênticos, cada ser morre e acorda na outra vida conforme viveu, pensou e agiu. A morte não faz milagres no comportamento de ninguém, o ser despoja-se da matéria,mas não de suas idiossincrasias, pensamentos e vícios.

O despertar, a retomada da consciência, também está sujeito às variações determinadas pelo merecimento do ser. “Desperta-se, porém, na realidade do além túmulo, na dimensão psíquica onde se esteve durante o trânsito carnal.” Todo ser está em sintonia com as faixas vibratórias correspondentes aos padrões mentais fixados durante a sua existência física. Desta forma, ao despertar no outro lado da vida, estará no meio psíquico afim. Pode ser recebido por espíritos familiares e amigos que o antecederam na viagem, bem como por antigos comparsas, desafetos, ou credores ávidos por justiça. Sempre sob a supervisão fraterna de seu espírito-guia - mesmo que a diferença vibratória impeça que o desencarnado enxergue seu protetor - o espírito retoma a consciência, muitas vezes seguida da “visão panorâmica” - todos os acontecimentos da vida são visualizados rapidamente como numa tela panorâmica. A realidade nua e crua se descortina perante o recém chegado, ele se vê como realmente é, sem máscaras ou fantasias. A névoa da ilusão desaparece, fazendo emergir a verdade que nem sempre é fácil de enfrentar. A análise de seus atos perante sua consciência o faz sofrer ou não, de acordo com o seu merecimento. “A consciência é departamento do espírito, na qual estão escritos os deveres do ser humano em relação a si mesmo, ao seu próximo e a Deus”. Sob a égide de seu espírito-guia avalia a vida que levou pela consciência desperta e lúcida. Reflete com discernimento sobre o programado (antes de reencarnar), e o realizado durante a sua existência física. Na maioria das vezes o remorso se faz presente, trazendo dor e constrangimento. O auxílio vigoroso e carinhoso do protetor pode amenizar o padecimento moral do espírito devedor perante as Leis Soberanas, sem, no entanto, fazê-lo ignorar as responsabilidades intrínsecas às ações impróprias cometidas, como pelas atitudes que deveriam e não foram tomadas. Aqueles que burlaram de modo significativo as leis do equilíbrio, conseqüentemente sofrem um estado de intensa perturbação, com o remorso que advém da cobrança implacável da consciência. Muitas vezes se refugiam na hibernação, a fim de postergar o enfrentamento da dura realidade, que não tardarão a encarar. Seus mentores, conhecedores da eficácia da lei de Causa e Efeito, esperam pacientes com a certeza que no tempo certo a luz do entendimento e da conscientização chegarão à eles. Logo que o espírito se encontra em condições, o guia encaminha o para regiões de recuperação ou para reencarnações expiatórias com fins reeducacionais. Todos estão fadados à ascensão na escala evolutiva, e o tempo para alcançá-la dependerá do esforço pessoal de cada um.

De modo simplista podemos inferir que, a passagem à outra vida para o homem de bem, é calma com um despertar tranqüilo. Para outros pode ser, atormentada, angustiante e até aterrorizante. Não há privilégios, conforme se vive e se pense, se obterá o céu ou o inferno, seja na vida material ou na espiritual.

Portanto, é preciso buscar com austeridade o seu desenvolvimento interior, procurando viver em sintonia com os ensinamentos de Jesus, ciente das responsabilidades que se tem perante Deus e à vida eterna. Desta forma, com a consciência tranqüila, e a certeza que a vida continua além da matéria, o medo da morte esvaece. A dor e o desespero pelas perdas dos entes queridos são minimizados, com a convicção do reencontro que um dia há de se ter.


Bibliografia
BOZZANO, Ernesto: A Crise da Morte.Federação Espírita Brasileira, 1979;
FRANCO, Divaldo: Reencontro com a Vida. Liv. Espírita Alvorada Editora,2006;
KARDEC, Allan: Livro dos Espíritos.Petit Editora, 1999;
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Lake Editora, 1969.
Sonia Maria da Silva Loyola
KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos, Petit Editora ,1999. cap. 3 ,pg.91.,
FRANCO, Divaldo. Reencontro com a Vida, Livraria Espírita Alvorada Editora, 2006. Preparação para a Morte. Pg.202, pelo espírito de Manoel Philomeno de Miranda.
KARDEC,Allan. O Céu e o Inferno, Lake Editora, 1969. Segunda parte cap.1 - O Passamento, pg.132
FRANCO, Divaldo. Reencontro com a Vida, Liv. Espírita Alvorada Edt.,2006.Despertamento Espiritual, pg.155, pelo espírito de Manoel Philomeno de Miranda.
FRANCO, Divaldo. Reencontro com a Vida Liv. Espírita Alvorada Edit,2006.Despertar da Consciência no Além Túmulo , pelo espírito de Manoel P. de Miranda.

Autor:
Sônia Loyola - Fonte: O Mensageiro

http://www.omensageiro.com.br/artigos/artigo-210.htm

Perispírito saiba mais: http://www.guia.heu.nom.br/perispirito.htm



Escrito por Jeanne às 16h58
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TEORIA DOS SONHOS

É verdadeiramente estranho que um fenômeno tão vulgar quanto o dos sonhos tenha sido objeto de tanta indiferença da parte da ciência, e que ainda se esteja a perguntar a causa dessas visões. Dizer que são produtos da imaginação não é resolver a questão; é uma dessas palavras com a auxilio da qual querem explicar o que não compreendem e que nada explicam. Em todo o caso, a imaginação é um produto do entendimento. Ora, como não se pode admitir entendimento nem imaginação na matéria bruta, é necessário crer que a alma nisto entre para alguma coisa. Se os sonhos ainda são um mistério para a ciência, é que ela se obstinou em fechar os olhos para a causa espiritual.


Procura-se a alma nas dobras do cérebro, enquanto ela se ergue a cada instante à nossa frente, livre e independente, numa porção de fenômenos inexplicáveis só pelas leis da matéria, notadamente nos sonhos, no sonambulismo natural e artificial e na dupla vista à distância. Não nos fenômenos raros, excepcionais, sutis, que exigem pacientes pesquisas do sábio e do filósofo, mas nos mais vulgares. Lá está ela, que parece dizer: Olhai e ver-me-eis; estou aos vossos olhos e não me vedes; vistes-me muitas e muitas vezes; vedes-me todos os dias; os próprios meninos me vêem; o sábio e o ignorante, o homem de gênio e o ignorante me vêem e não me reconheceis.


Mas há pessoas que parecem temer olhá-la de frente, e ter a prova de sua existência. Quanto aos que a procuram de boa-fé, até hoje lhes faltou a única chave que lhe poderia ter dado a reconhecer. Esta chave o Espiritismo acaba de dar pela lei que rege as relações do mundo corporal e do mundo espiritual. Auxiliado por esta chave é pelas observações sobre que se apóia, ele dá dos sonhos a mais lógica explicação jamais fornecida. Demonstra que o sonho, o sonambulismo, o êxtase, a dupla vista, o pressentimento, a intuição do futuro, a penetração do pensamento não passam de variantes e graus de um mesmo princípio: a emancipação da alma, mais ou menos desprendida da matéria.


A respeito dos sonhos, dá ele conta precisa de todas as variedades que apresentam? Ainda não: possuímos o princípio, o que já é muito; os que podemos explicar por-nos-ão na via dos outros; sem dúvida faltam-nos alguns conhecimentos, que adquiriremos mais tarde. Não há uma única ciência que, de saída, tenha desenvolvido todas as suas conseqüências e aplicações; elas não se podem completar senão por sucessivas observações. Ora, nascido ontem, o Espiritismo está como a química nas mãos dos Lavoisier e dos Berthoffet, seus primeiros criadores; estes descobriram as lei fundamentais; as primeiras balizas fincadas puseram no caminho de novas descobertas.


Entre os sonhos uns há que tem um caráter de tal modo positivo que, racionalmente, não poderiam ser atribuídos a simples jogo da imaginação. Tais são aqueles nos quais, ao despertar, adquire-se a prova da realidade do que se viu, e em que absolutamente não se pensava. Os mais difíceis de explicar são os que nos apresentam imagens incoerentes, fantásticas, sem realidade aparente. Um estudo mais aprofundado do singular fenômeno das criações fluídicas sem dúvida por-nos-á no caminho.


Esperando, eis uma teoria que parece permitir um passo no assunto. Não a damos como absoluta, mas como fundada na lógica e podendo ser submetida a estudo. Ela nos foi dada por um dos nossos melhores médiuns, em estado de sonambulismo muito lúcido, por ocasião do fato seguinte.


Solicitado pela mãe de uma jovem a lhe dar notícias de sua filha, que estava em Lyon, ele a viu deitada e adormecida, e descreveu com exatidão o apartamento em que se achava. Essa jovem, de dezessete anos, é médium escrevente. A mãe perguntou se ela tinha aptidão para se tornar médium vidente. Esperai, disse o sonâmbulo, é preciso que eu siga o traço de seu Espírito, que neste momento não está no corpo. Ela está aqui, na villa Ségur na sala onde estamos, atraída pelo vosso pensamento; ela vos vê e vos escuta. Para ela é um sonho, do qual não se recordará ao despertar.


Pode-se, acrescenta ele, dividir os sonhos em três categorias caracterizadas pelo grau da lembrança que fica no estado de desprendimento no qual se acha o Espírito. São:

1º - Os sonhos que são provocados pela ação da matéria e dos sentidos sobre o Espírito, isto é, aqueles em que o organismo representa um papel preponderante pela mais íntima união entre o corpo e o Espírito. A gente se lembra claramente e, por pouco desenvolvida que seja a memória, dele se conserva uma impressão durável.


2º - Os sonhos que podem ser chamados mistos. Participam, ao mesmo tempo, da matéria e do Espírito. O desprendimento é mais completo. A gente se recorda ao despertar, para o esquecer quase que instantaneamente, a menos que uma particularidade venha despertar a lembrança.


3º - Os sonhos etéreos ou puramente espirituais. São produtos só do Espírito, que está desprendido da matéria, tanto quanto o pode estar na vida do corpo. A gente não se recorda, ou resta uma vaga lembrança de que se sonhou. Nenhuma circunstância poderia trazer à memória os incidentes do sono.

O sonho atual da jovem pertence a esta terceira categoria. Ela não o recordará. Foi conduzida aqui por um Espírito muito conhecido do mundo espírita lionês e, mesmo, do mundo espírita europeu - o médium-sonambúlico descreve o Espírito Cárita. Ele trouxe com o objetivo de que ela conserve senão uma lembrança precisa, um pressentimento do bem que se pode colher de uma crença firme, pura e santa, e do bem que se pode fazer aos outros, fazendo-o a si próprio.


Ele diz à mãe dela que se ela se lembrasse tão bem em seu estado normal quanto se lembra agora de suas encarnações precedentes, não demoraria muito no estado estacionário em que está. Porque vê claramente e pode avançar sem hesitação, ao passo que no estado ordinário temos uma venda sobre os olhos. Ela diz aos assistentes: "Obrigado por vos terdes ocupado de mim." Depois beija sua mãe. Como é feliz! acrescenta o médium, terminando, como é feliz com este sonho, do qual não se recordará, mas que, nem por isso, deixará de lhe deixar uma salutar impressão! São esses sonhos inconscientes que proporcionam estas sensações indefiníveis de contentamento e de felicidade, de que a gente não se dá conta e que são um antegozo daquilo de que desfrutam os Espíritos felizes.


Disto ressalta que o Espírito encarnado pode sofrer transformações que lhe modificam as aptidões. Um fato que talvez não tenha sido suficientemente observado vem em apoio da teoria acima. Sabe-se que o esquecimento do sonho é um dos caracteres do sonambulismo. Ora, do primeiro grau de lucidez, por vezes o Espírito passa a um grau mais elevado, que é diferente do êxtase, e no qual adquire novas idéias e percepções mais sutis. Saindo deste segundo grau para entrar na primeiro, nem se lembra do que disse, nem do que viu. Depois, passando deste grau para o de vigília, há novo esquecimento. Uma coisa a notar é que há lembrança do grau superior para o inferior, ao passo que há esquecimento do grau inferior para o superior.


É, pois, bem evidente que entre os dois estados sonambúlicos, de que acabamos de falar, passa-se algo análogo ao que ocorre no estado de vigília e o primeiro grau de lucidez; que o que se passa influi sobre as faculdades e as aptidões do Espírito. Dir-se-ia que do estado de vigília ao primeiro grau o Espírito é despojado de um véu; que do primeiro ao segundo grau é despojado de um segundo véu. Nos graus superiores, não mais existindo esses véus, o Espírito vê o que está abaixo e se lembra. Descendo a escada, os véus se formam sucessivamente e lhe ocultam o que está acima, com o que perde a sua lembrança. A vontade do magnetizador por vezes pode dissipar esse véu fluídico e dar a lembrança.


Como se vê, há uma grande analogia entre os dois estados sonambúlicos e as diversas categorias de sonhos descritos acima. Parece-nos mais que provável que, num e noutro caso, o Espírito se ache numa situação idêntica. Para cada degrau que sobe, eleva-se acima de uma camada de garoa: sua vista e suas percepções tornam-se mais claras.

 

REVISTA ESPÍRITA

JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS

 -

PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE

ALLAN KARDEC 

 -

ANO 8 - JULHO 1865 - Nº. 7

 

"Somos nós mesmos que fazemos os nossos caminhos e depois os denominamos de fatalidade."

(Hammed)



Escrito por Jeanne às 23h51
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Mediunidade em Crianças

Mais interessante ainda se torna o estudo da mediunidade quando as faculdades se evidenciam nos primeiros anos de nossas vidas.

A elucidação de tão interessante tema começaria a se esboçar na segunda obra da Codificação, publicada pela primeira vez em 1861, o Livro dos Médiuns, capítulo XVIII, item 221, 6ª questão, quando Kardec indagava se haveria algum inconveniente em se desenvolver a mediunidade nas crianças; ao que obteve a seguinte resposta:

“Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessiva sobreexcitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das conseqüências morais.”

Na questão seguinte, o Codificador alegava, no que pesasse a opinião acima, que havia crianças naturalmente médiuns, em suas diversas modalidades, questionando se residiria, nesse caso, o mesmo inconveniente; ao que responderia o mentor:

“Não; quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece quando é provocada e sobreexcitada. Nota que a criança, que tem visões, geralmente não se impressiona com estas que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. Mais tarde, o fato lhe volta à memória e ela o explica facilmente, se conhece o Espiritismo.”

Assim se deu, a propósito, com a inesquecível médium Yvonne Amaral Pereira, que, em sua obra Recordações da Mediunidade, pg. 27, nos afirmava que já aos quatro anos de idade comunicava-se com Espíritos desencarnados, através da visão e da audição, supondo estar dialogando com encarnados, por lhe parecerem absolutamente concretos, a ponto de tomá-los muito frequentemente por seus familiares, motivo pelo qual jamais se surpreendera com suas presenças.

Conclui-se, com clareza, das informações acima, que não se deve forçar o desenvolvimento das faculdades mediúnicas nas crianças, quando essas não se apresentem totalmente espontâneas, devendo-se abster-se de, em todos os casos, excitá-las.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns, 50ª edição, Rio de Janeiro (RJ): Federação Espírita Brasileira-Departamento Editorial, 1984. 477 pp., Cap. XVIII, pp. 255/258.

PEREIRA, Yvonne Amaral. Recordações da Mediunidade, 5ª edição, Rio de Janeiro (RJ): Federação Espírita Brasileira-Departamento Editorial, 1987. 212 pp., p. 27.

Autor:
José Marcelo Gonçalves Coelho

Fonte:
O Mensageiro

http://www.omensageiro.com.br/artigos/artigo-198.htm

Todo o bem que eu puder fazer, toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu os faça agora, que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho.

James Greene



Escrito por Jeanne às 19h10
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A Violência Interior de Todos Nós

A violência do mundo se combate com as armas do bem apontadas em nossa própria direção.

A palavra violência exprime todo pensamento, complementado ou não por palavras e ações, que exteriorize um sentimento contrário à lei do amor e da caridade. No mundo atual acompanhamos muitas vezes com o requinte de detalhes, as notícias e reportagens sobre os atos mais violentos da humanidade. Esse contato diário com os atos extremados do ser humano toma as pessoas mais insensíveis, levando-as a desconsiderar suas pequenas atitudes de violência, esquecendo de colocá-las no rol daquelas que devem sofrer o esforço de transformação no trabalho constante de auto-aprimoramento.

A propensão à violência é característica dos Espíritos vinculados ao planeta Terra, variando apenas quanto a intensidade e aos estímulos necessários para desencadear a ação violenta. Daí o "não julgueis", induzindo-nos pelo raciocínio, a buscarmos maior prudência ao julgar o próximo, porque não sabemos se guardamos em nosso íntimo o mesmo grau de violência que condenamos, esperando apenas as condições propícias para despertar.

Segundo o Espírito Verdade (perg. 785), o maior obstáculo ao progresso moral é o orgulho e o egoísmo. Ambos caracterizam o sentimento ainda muito imperfeito que aliado à ignorância das leis naturais e seus mecanismos de atuação, originam as ações contrárias a essas mesmas leis constituindo a violência. Essa ignorância, no entanto, não nos exime de culpa e responsabilidade pelos nossos atos uma vez que a lei de Deus está escrita na consciência de cada um (perg. 621), permitindo ao homem discernir sobre o bem e o mal. As imprudências cometidas sem intenção negativa ou consciência perfeita da situação estariam livres de culpa (perg. 954), embora o Espírito mais adiantado se sinta naturalmente compelido a auxiliar àqueles envolvidos pela sua imprudência. (Consultar "0 Livro dos Espíritos ")

Devemos combater a nossa violência interior em todas as suas formas e intensidades, porque, com ela e através da Lei de Sintonia contribuímos para a sua manutenção entre nós. Muitas vezes achamos que não fazemos mal a ninguém (pelo menos diretamente), apesar de fazermos mal a nós próprios diariamente, agredindo nosso corpo com fumo, bebidas, remédios e alimentos inadequados ou exagerados, agredindo nosso campo emocional e psíquico com impaciência, irritação e pensamentos infelizes.

Parece lógico supor que os pequenos atos de violência sejam mais fáceis de eliminar e que o conjunto desses atos favorecem perigosamente o aumento gradativo da tendência de agir com violência. Logo, convém priorizar a eliminação das pequenas atitudes inconvenientes, bem como evitar que elas se transformem em hábitos, o que dificultaria sua constatação e eliminação pelo seu portador.

O conhecimento espírita oferece diversas medidas preventivas imprescindíveis para evitar que o sofrimento surja em conseqüência da lei de ação e reação. Eis alguns deles: fixar objetivos de aperfeiçoamento moral, conhecer melhor a si mesmo, enriquecer dia-a-dia o seu conhecimento espiritual, estimular continuamente o bem interior, trabalhar pelo seu auto-aprimoramento, fazer o bem, evitar o mal, orar.

Estando a evolução do homem subordinada ao relacionamento com outros seres, pode-se concluir que os atos de violência surgem do conflito entre pessoas. O remédio auxiliar para prevenir conflitos maiores é a busca da compreensão pela prática da empatia, procurando sentir o que sentiria se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa. Este exercício proporciona ótimos resultados, mas requer muita boa vontade para desempenhar o papel de advogado de defesa, inclusive especulando sobre os possíveis componentes espirituais que possam estar influenciando o contexto analisado.

A consciência das dificuldades do processo de melhoria interior não deve ser causa de desânimo e sim de desafio a ser vencido. O fato de se possuir algum conhecimento das leis naturais não assegura a ninguém manter um comportamento equilibrado. É preciso entender, aceitar, enfrentar situações difíceis utilizando o conhecimento, para reavaliar os resultados num ciclo que se repete indefinidamente. No início nem nos lembramos do conhecimento ao começarmos uma ação violenta, mas temos a chance de identificá-lo e analisá-lo depois. A prática dessa conduta leva a um estágio mais adiantado, em que a exata consciência de estar procedendo mal surge no meio da ação, possibilitando algum reparo antes de sua finalização. O estágio seguinte permite detectar a tendência para agir negativamente antes de tomar qualquer atitude. No último estágio conseguimos responder automaticamente com boas ações e pensamentos, aos estímulos recebidos.

Existe a influência das ondas de pensamentos com as quais nos sintonizamos segundo o princípio que o semelhante atrai o semelhante, fortalecendo os pensamentos e sentimentos próprios da faixa vibratória em que nos situamos.

O Espiritismo oferece os meios para aceleração do sistema natural de evolução, exigindo, porém, vontade firme, melhoria contínua do conhecimento e prática incessante do bem. Ao absorver e procurar adotar o conhecimento espírita, o homem acerta as bases racionais do seu intelecto facilitando o trabalho de transformação dos seus impulsos emotivos inferiores.

O exame de consciência periódico é instrumento útil, não só de identificação dos erros cometidos, mas também como registro dos acertos e sucessos obtidos visando alimentar a motivação necessária para a continuidade da tarefa de melhoria interior. Tudo isso o homem pode fazer com o governo consciente de sua vida. Nada melhor do que poder conduzir com segurança a própria trajetória rumo à realização plena. É hora de agradecer a oportunidade e trabalhar pela própria felicidade.

Autor:
Ivan René Franzolim

Fonte:
Livro: Violências, Pena de Morte e outros Dramas

http://www.omensageiro.com.br/artigos/artigo-214.htm  

 

A educação dos sentimentos

Atitudes para esta busca interior

Assertividade - Diálogo interno. Uma negociação íntima para zelar pelos limites do interesse pessoal.

 



Escrito por Jeanne às 22h57
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O Problema das Drogas

Não há dúvida de que o problema das drogas hoje, assim como nos últimos anos, vem tomando proporções preocupantes para todos nós. Se olharmos para as estatísticas, poderemos comprovar que nos dias atuais o número de usuários de drogas legais ou ilegais tem aumentado de forma assustadora entre nossos jovens. Vendo esse quadro, perguntamos: quais as razões que levam esses jovens a consumir drogas?
Vários motivos são citados: rebeldia, curiosidade, ficar com uma imagem boa entre certos amigos etc. Embora válidas, essas razões não são as mais importantes. A
Doutrina Espírita mais uma vez nos vem socorrer, nos indicando como deveremos agir para superar esse problema. O espírito Joanna de Ângelis, no livro Adolescência e Vida, psicografado por Divaldo Pereira Franco, analisa esta problemática no capítulo O Adolescente e o Problema das Drogas (pág.122 a 126) nos afirmando que a falta de atenção da família é o principal motivo que leva o jovem a tentar resolver os seus problemas e conflitos interiores através do cigarro, do álcool e das drogas consideradas ilícitas. Diz ele que os pais “demonstrando incapacidade para resolver esse problema sem a ajuda de químicos ingeridos, abrem espaço na mente da prole para que ante dificuldades, fujam para o recanto da cultura das drogas que permanece em voga”.
Esta conduta infelizmente não irá fazer com que esses jovens resolvam os problemas que os afligem. Pelo contrário, o uso de drogas apenas acarretará diversas problemáticas para aqueles que as usam, sendo a principal delas os complexos processos obsessivos que esses usuários de drogas se envolvem, já que entidades do mundo espiritual, que usaram drogas na
Terra e que ainda não se libertaram deste vício, acabam procurando viciados encarnados para se acoplar em seus perispíritos, para absorver as emanações perniciosas provenientes do uso dessas substâncias. Este processo em longo prazo acaba por causar ao usuário de drogas distúrbios orgânicos graves, como câncer de pulmão, problemas no fígado e no sistema nervoso, devido ao enfraquecimento dos centros vitais do viciado em drogas. E caso não haja a libertação por parte do encarnado do vício das drogas, as conseqüências de seu uso se refletirão para além da morte do corpo físico e, em alguns casos, em futuras reencarnações. Como podemos ver, o destino daquele que faz uso de drogas será muito triste, casos ele não se resolva a largá-las o mais rápido possível.
Diante deste quadro, o que o
Espiritismo nos aconselha para enfrentarmos esta situação? Joanna de Ângelis novamente em Adolescência em Vida nos aconselha que a terapia do amor é a mais eficaz para solucionar o problema das drogas. Esse amor demonstra-se pela maior atenção dos pais para com os filhos, demonstrado pela preocupação com a formação moral deles e o suprimento de suas necessidades afetivas. Os pais também devem buscar a ajuda do centro espírita, que poderá oferecer a seus filhos orientações valiosas sobre o perigo das drogas, através das aulas de evangelização e ajudar aqueles já viciados a se livrarem das drogas, através do tratamento espiritual pela água fluidificada, pelos passes e pelas reuniões de desobsessão, para que o espírito viciado em drogas também seja esclarecido. Porém, essas atitudes somente surtirão efeito com a reforma íntima do viciado, com seu desejo sincero de largar as drogas e evoluir moralmente.
Desta forma, as drogas não serão mais um problema para o ex-viciado, que agora poderá realmente ser feliz, sem a ajuda de nenhuma substância química. Para encerrar, diremos que o combate ao consumo de todos os tipos de droga é uma questão muito importante e deve ser encarada com muita seriedade por todos nós e, com a ajuda que a nossa querida doutrina espírita nos dá, essa chaga de nossa sociedade finalmente desaparecerá da face da
Terra.

André Rabello – Rie

http://www.caminhosluz.com.br/detalhe.asp?codigo1=369  

 

A educação dos sentimentos

Atitudes para esta busca interior

   Domínio de si - Educar sentimentos é tomar posse de nós próprios.

 

Amigos, este blog está destinado apenas aos estudos, quem desejar ler as mensagens espiritas, estou em novo endereço: 

 http://conscienciaevida.blogspot.com estarei esperando por vocês lá.

 



Escrito por Jeanne às 17h17
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O Mundo Espiritual

  Henrique Fracalanza

 

Antes do surgimento do Espiritismo desconhecíamos o que encontraríamos depois da morte.

 

Mesmo nas religiões orientais, em especial o Budismo e as religiões da Índia, onde se conhece há milênios a Reencarnação e o Carma bem como a marcha evolutiva das criaturas, não há uma definição clara de como é a vida “do lado de lá”.

 

Nas religiões cristãs tinha-se como certo dois destinos após o desencarne: o Céu ou o Inferno.

 

Dizia-se que o Céu ficava acima da abóbada celeste, ou seja, da cúpula azul onde flutuava o Sol, a Lua e as estrelas. E que o inferno situava-se abaixo da terra, pois acreditavam os antigos que a Terra era plana. E esta forma de pensar durou até o fim da idade média.

 

Ora, com o advento da ciência ficou provado que a terra era redonda, uma bola, que girava em torno do Sol, e que não éramos o centro do Universo. De um só golpe, perdeu-se a localização do chamado Céu e do Inferno, pois não mais havia o “acima” e o “abaixo” da Terra. Perdido este referencial, os que acreditam em Céu e Inferno ficaram sem saber muito bem para onde irão.

 

Uma das grandes contribuições que a Doutrina Espírita trouxe para o mundo, foi a descoberta do Mundo Espiritual. Deu-lhe a exata localização, bem como descreve pormenorizadamente como é a vida no plano espiritual.

 

De pronto tira-nos o enorme peso das costas ante a perspectiva de ir para o “Inferno”, onde nos aguardariam dores terríveis por toda a eternidade. Que perspectiva horrorosa, não é mesmo? E também elimina a expectativa deliciosa de um “Céu” de felicidade, em eterna ociosidade. Que tédio, não lhes parece?

 

Pois bem. Agora temos uma verdadeira visão do que nos aguarda ao termo da nossa jornada na terra. Iremos para cidades espirituais!

 

Onde elas se encontram, perguntariam alguns? No caso do nosso planeta Terra, situam-se em esferas concêntricas, mais afastadas da Terra quanto mais elevado é o seu nível vibratório, consoante a elevação dos espíritos que podem para lá se transportar!

 

E como elas são? São lugares felizes ou tristes, feias ou bonitas? Perguntariam os novatos na doutrina. Ora, elas podem ser felizes ou tristes, bonitas ou feias, abrigar a dor ou a paz, dependendo apenas das criaturas que lá se agrupam. Pois sabemos que os semelhantes se atraem, e isto acontece com maior intensidade no plano espiritual. Assim, os espíritos ainda afeiçoados ao crime e a maldade buscam por afinidade cidades onde isto existe, e os espíritos que só procuram fazer o bem irão para as cidades elevadas e belas. Entre um extremo e outro, ou seja, entre os locais de muita dor, maldade, e fealdade, e as cidades de luz e beleza onde só o bem tem morada, existe uma infinidade de cidades intermediarias, cada uma segundo o grau de adiantamento dos seus habitantes.

 

Mas outros ainda perguntarão... Seremos felizes ou infelizes do lado de lá? Sofreremos ou estaremos bem? Como explica-nos Kardec, o Inferno e o Céu estão na consciência de cada um. Assim, a nossa condição futura no plano espiritual, irá depender do que fizermos de nossas vidas.

 

Nos livros da Doutrina, mormente no livro Nosso Lar da coleção de André Luis, poderemos acompanhar passo a passo o retorno de uma criatura ao plano espiritual. Lá encontraremos a descrição minuciosa dos ambientes encontrados pelo espírito deste medico terreno surpreendido pelo retorno prematuro à pátria espiritual.

 

Nos surpreenderemos com a exuberância de vida palpitante em todos os cantos. Nada está parado. Todos estão agindo nesta ou naquela atividade. Alguns procuram continuar sua existência terrena, apegados ainda às sensações materiais, e assim vivem em meio aos encarnados. Outros demandam as cidades espirituais em busca do prosseguimento das suas tarefas evolutivas. Encontramos também aqueles que continuam a sua vida de crimes e maldades, e os que desejam apenas se divertir irresponsavelmente a custa dos outros. Enfim, lá como cá, a vida continua. Cada um faz aquilo que sabe, que gosta, ou que é obrigado a fazer.

 

Portanto, nada de feliz ociosidade eterna, nem sofrimentos perenes. Teremos pela frente a vida como a conhecemos, apenas com as naturais diferenças relativas a situação espiritual, onde teremos ampliadas nossas condições de manifestação devido a estarmos libertos do pesado corpo físico.

 

E, o mais importante! Sabemos que nossa situação não fica fixada com a morte do corpo físico, como se tudo parasse pelo fato de termos desencarnado. Ao contrário, temos a maravilhosa constatação que poderemos mudar o que fizemos de errado, consertar o que quebramos, reconciliar-nos com quem nos desentendemos, ampliar nossos conhecimentos, trabalhar em atividades de serviço ao semelhante, e evoluir sempre!

 

Consoladora perspectiva esta que se abre ao nosso entendimento!

 

Graças a divulgação dos conhecimentos espíritas temos a reconfortante certeza de que nosso destino não está selado com a morte, mas que é o começo, ou melhor dizendo, é o recomeço da nossa caminhada a um futuro pleno de luz e de paz!

 

Para os leitores que já estão familiarizados com os conhecimentos espíritas é ocioso repetir pormenorizadamente como é o mundo espiritual, e para os amigos que ainda não a conhecem, seria tão longa a narrativa que não caberia nestas poucas linhas. Sugerimos então, a estes amigos, que busquem a leitura nos livros da doutrina, onde obterão maravilhosos esclarecimentos acerca da exuberante vida no Mundo Espiritual!

http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/ArtigosGRs3/O_MUNDO_ESPIRITUAL_HF.html   

 

A educação dos sentimentos

Atitudes para esta busca interior

Auto-amor é um aprendizado - Construir um novo olhar sobre si, desenvolver sentimentos elevados em relação a nós, constitui um longo caminho de experiências nas fieiras da educação.



Escrito por Jeanne às 17h11
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Todo o Médium é Anímico?

"Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium ou se é outro Espírito?
- Pela natureza das comunicações. Estuda as circunstâncias e a linguagem e distinguirás. "
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec (Cap. XIX, questão 223. § 3)

Em se definindo animismo como a narrativa de fatos atuais ou passados que repontam do inconsciente do médium para o consciente, podemos dizer que, a princípio, quando não educados, os candidatos ao exercício da mediunidade são anímicos, em sua grande maioria.

Como somos Espíritos imortais em longa excursão pelos cenários terrestres, alternando a vestimenta carnal entre o feminino e o masculino, assimilando diversos hábitos regionais e lingüísticos, vivendo tempos de paz c de discórdia, é natural que muitos eventos nos marquem emocionalmente, registrando-se de maneira férrea nos arquivos do inconsciente. Sob a influência de um indutor, um estímulo que se assemelha ao que foi gravado, gera-se uma ponte inconsciente/consciente, podendo, através dessa evocação, ser externado com aparência de realidade atual, aquilo que foi vivido mas não esquecido ou superado.

Conheci um médium que, havendo praticado o suicídio por duas encarnações seguidas, passou anos na mesa mediúnica a transmitir psicofonicamente as comunicações de dezenas de suicidas. –Apenas animismo- diziam-nos em segredo os mentores espirituais. O companheiro praticava a catarse dos longos sofrimentos que lhe cristalizaram na mente os esgares, a sufocação, o fogo na pele, a dor superlativa dos dois gêneros de suicídios pelos quais passara. A doutrinação era exercida como se realmente ali estivéssemos em cantata com um comunicante desencarnado trazido para o atendimento fraterno. No entanto, sabíamos estar falando diretamente ao Espírito do médium, que, portando cristalizações de difícil neutralização, sofria, através das reminiscências afloradas, o drama a que estava vinculado.

Esse período de animismo varia de aprendiz para aprendiz, conforme sejam as marcas emocionais que transporta. O gênero não influi muito. Um estigma é sempre um estigma. Doloroso ou terno, depende do indutor que o faça aflorar, sendo justo que os sofrimentos, pela ulceração que imprimem na alma, sejam evocados com freqüência, pelo caráter peculiar do mundo de provas e expiações em que vivemos, onde a dor é o inquilino pontual e assíduo na convivência com os terrícolas. Acontecimentos ditosos, mas que deixaram saudade, nostalgia, ansiedade, misto de ternura e tristeza, também são arrancados do inconsciente pela idéia indutora que estabeleça uma sintonia com o que foi vivenciado. Até mesmo uma emoção mais fome cultivada na atual encarnação, tal como a admiração profunda por santos e heróis a traduzir-se em fanatismo, pode gerar idéias obsidentes ou cristalizações duradouras, que, nesta ou em outras encarnações, retornam à cena via catarse, para que o médium possa produzir favoravelmente, desobstruindo o canal mediúnico para mensagens dos Espíritos e não de suas mensagens próprias ou espirituais ainda mescladas de personalismo.

Saliente-se que, se o médium, ao receber a mensagem do comunicante, a traduz em linguajar mais culto ou menos intelectual, sem prejuízo da sua essência, não é anímico.

Há de se analisar o nível cultural, o estudo, a fluência, o grau de evolução enfim, de cada indivíduo, encarnado ou desencarnado.

Concluímos afirmando que nem todos os médiuns são anímicos. Alguns o são por idéias e emoções cristalizadas no passado, enquanto outros o serão por idéias e emoções cristalizadas no presente.

Será assim, enquanto o amor não constar como regra de convivência e remédio salutar para os dramas do mundo.

Autor:
Luiz Gonzaga Pinheiro

Fonte:
Livro: Mediunidade - Tire Suas Dúvidas.

 

A educação dos sentimentos

Atitudes para esta busca interior

Automatismos e complexos - O sentimento pode ser sustentado por mecanismos alheios à vontade e à intenção.



Escrito por Jeanne às 00h07
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Tendências: Reflexos do passado

A reencarnação não apaga as experiências adquiridas no pretérito; apenas  as encobre com o véu do esquecimento, a fim de que o indivíduo possa prosseguir, sem interferências  diretas, a sua jornada evolutiva.

Na busca constante de novos conhecimentos, o Espírito completará o seu aprendizado ao longo das eras.

O ser humano, a cada encarnação, enfrentará as vicissitudes que definirão o seu aprimoramento.

Se bem-sucedido, incorporará novas conquistas; se derrotado, árduas lutas se travarão entre os verdadeiros e falsos valores incorporados.

Jesus apresenta ao homem a fórmula segura para alcançar os seus objetivos sem tombar pelos atalhos:

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. [...]  

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. (Mateus, 7:13 e 21.)

Portanto, todo aquele que direciona a vontade pelos caminhos do estudo, do trabalho digno, do respeito a Deus e aos semelhantes, consegue enriquecer o espírito de bens perenes. Estes bens são conquistas que o tempo jamais apagará.

Experiências adquiridas ficam impressas nos arquivos mentais do Espírito e acompanham-no ao longo das reencarnações, razão pela qual a criança revela tendências incompreensíveis àqueles que desconhecem as leis da reencarnação.

De tempos em tempos a mídia revela crianças-prodígio que apresentam o dom da música e se identificam com certos

instrumentos sem qualquer aprendizado anterior. Outras encontram tanta intimidade com os números a ponto de realizar cálculos impossíveis de se conceber na faixa etária em que se encontram.

Não é raro observar crianças mal saídas do berço que já revelam tendências agressivas e paixão por armas. São tendências que demonstram seu cabedal de experiências adquiridas em outras vidas.

Algumas delas se manifestam logo na primeira idade; enquanto outras podem vir à tona em momentos marcantes da vida. Os pais, geralmente, assistem, atônitos, a seus adoráveis rebentos revelarem caráter agressivo ou dócil; confiante ou temeroso; obediente ou revoltado; amoroso ou arredio.

Se os genitores apresentam traços semelhantes, certamente se convencerão de que a virtude ou a falha moral, que se manifesta no seu descendente, é de origem hereditária.

Daí se ouvir certos refrões: “Aquele menino puxou o gênio do pai, ou a inteligência da mãe”; “Aquele outro tem a agressividade do seu avô”. Há características que em nada se assemelham às dos seus familiares.

O Espiritismo faz luz sobre a diferença entre a hereditariedade e as tendências inatas. Assim, os traços físicos que se assemelham aos dos familiares, como a cor dos seja proveitosa. Esse é o caminho para que o Espírito cresça de conformidade com os padrões morais evangélicos e, no momento aprazado, retorne à vida espiritual com o futuro consolidado nas leis divinas.

A Doutrina Espírita, alicerçada no Evangelho de Jesus, propõe ao homem o trabalho constante de sua escultura moral.

Aceitar a hereditariedade como causa das insuficiências morais é duvidar da Justiça Divina.

A lei da reencarnação é a expressão mais justa da misericórdia do Criador para com suas criaturas.

É a oportunidade de desfazer enganos e apagar delitos; de refazer amizades e ampliar vínculos no equilíbrio de energias afins; de se reconstruir o que se destruiu em existências anteriores. É oportunidade de crescer. Afirma Kardec: Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.

(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4.)

Esse é o objetivo primordial da reencarnação. É importante que o ser humano se conscientize de que nenhuma educação, nenhuma aquisição moral se efetiva sem perseverança, sem esforço, sem Evangelho. A conquista da luz interior só se alcança com muito  suor e lágrimas.

Jesus legou ao homem o mais perfeito roteiro de vida: o seu Evangelho, programado para se projetar futuramente no Consolador, que floresceu na Doutrina Espírita. É preciso valorizar esse tesouro.

Para o Espírito recalcitrante, cujos instrumentos educacionais não surtem o efeito desejado, um outro se apresenta infalível: a dor.

Nesse mecanismo de conquistas e aquisições, ou quedas e sofrimentos, de acordo com as leis da vida, a hereditariedade pode colaborar para a realização desse feito. Assim, o conjunto de hábitos morais e intelectuais, adquiridos e aprimorados por uma educação bem direcionada, se agregarão às tendências inatas arquivadas ao longo do carreiro evolutivo, e jamais se perderão com a desintegração da matéria.

Um físico saudável é benesse adquirida em vivências de equilíbrio e respeito à veste carnal, enquanto que um corpo doente reflete os abusos e vícios cultivados.

É, pois, a lei da hereditariedade que faculta esta tarefa. Uma mente prodigiosa revela as conquistas encetadas ao longo de muitas encarnações. Porém, somente um Espírito evangelizado irradiará a paz das conquistas sedimentadas nos celeiros de obras realizadas em sincronia com as leis divinas.

Esta realidade, revelada pela Doutrina dos Espíritos, é o cerne da semente plantada pelo Divino Lavrador.

Amaral Ornellas

 

Reformador – fevereiro de 2007



Escrito por Jeanne às 18h49
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Fechar as Portas

 Desde as culturas mais remotas encontramos referências à influência exercida por seres invisíveis.

Na antiga Grécia eram os deuses que interferiam no destino humano, de conformidade com seus humores e caprichos.